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Livro "Detrás da Sombra" Em Ebook

domingo, 5 de abril de 2009

.Descontrolo

Adormecidos sentidos
Pecados cometidos
Murmúrios inconscientes
Memórias dormentes

Sorrisos vazios
Abafados desvios
Consciências ausentes
Sombras crescentes

Razões dispersas
Acções adversas
Segredos em ilusão
Lágrimas sem coração

Adormecidos sentidos
Pecados esquecidos
Confissões pendentes
Mágoas suplentes

(Poema contido na obra Detrás da Sombra)

sábado, 14 de fevereiro de 2009

.A Paz

Dir-te-ei que sim,
Quando me pedires "não",
E na prolongada noite
Que se afoga no horizonte
Vires reflectida a mão
Que em ti tocará.

Dar-te-ei os mares,
Quando tocares o chão,
E na delicada beleza
Escondida na Natureza,
Vires florescer a paixão
Que perdurará.

Derreterei o real,
Quando me pedires ilusão,
E à luz da ignorância,
De falsa irrelevância,
Vires nascer a verdade,
Que em ti brilhará.

Dar-te-ei o céu,
Quando procurares a razão,
E no sorrir dos teus lábios,
Contraídos, mandatários
Vires surgir as asas
Com que a paz voará.

(Poema contido na obra Detrás da Sombra e musicado por Joel Costa, Carolina Segundo e Diogo Pinto)

.Laços

Pendentes, inconstantes;
Perdidos num espaço que os ignora,
No tempo que voa parado,
Sem asas de salvação.
Laços... Maldição.

Urgentes, clamantes;
Holográficos pedaços de viver,
Que a memória não esquece,
Mas a visão não alcança.
Laços... Desconfiança.

Crescentes, gritantes;
Poderosa força invisível,
Dominadora do Homem,
Pecadora de origem.
Laços... Vertigem.

Cruéis, farsantes;
Delírios da mente inconstante,
Sombras de paixão,
Ou mágoa que perdura.
Laços... Tortura.

(Poema contido na obra Detrás da Sombra)

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

.Ausência

Pedaços de maré lavam os meus pés,
Lágrimas do céu escorrem em mim,
Mas não te sinto aqui.

O sopro da ventania me arrasta,
A areia mais que corta, desgasta,
Mas não te sinto aqui.

A tempestade cresce em esplendor,
Negra a noite, negro seu vigor,
Mas não te sinto aqui.

O trovão dá luz ao meu pecado,
O seu som é o meu grito abafado,
Mas não te sinto aqui.

A espera já não tem compasso,
A circunferência é o meu laço,
Mas não te sinto aqui.

O som do silêncio ensurdece,
A noite se prolonga, e arrefece
... Porque tu não estás aqui.

(Poema contido na obra Detrás da Sombra)

domingo, 1 de fevereiro de 2009

.Segredos da Noite

Um sentimento carnal,
De medo ou fachada.
Mal amada morte que espera por mim.

Um arrepio banal,
Ou ilusão plantada.
Inculcada dúvida pelo porvir.

Um gesto que sorri,
Uma mão fechada.
Passadas que violam o solo do qual vim.

Um olhar em falso,
Um toque de fracasso.
Corpo contra a mente, luta sem fim.

Um braço erguido,
Cinco dedos vibrantes.
Um punhal sedento do coração de Caim.

Um penetrar falhado,
Um pavor inesperado.
Misericórdia de um deus que esqueci?

Um anoitecer já ido,
Um ensolarar destemido,
Perdido punhal num abismo que não vi.

Um semblante lacrimejado,
Espírito que amanheceu chocado,
Suicidado o desejo de se matar, a si.

(Poema contido na obra Detrás da Sombra)

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

.Impossível

É impossível dizer não às paredes que caem,
Conter o sopro do vento austral.
Conter o sopro da vida...

É impossível quebrar as massas de água,
Roubar as gotas aos rios.
Roubar as lágrimas aos olhos...

É impossível iluminar as sombras,
Caminhar sobre o nada.
O nada que em mim reside...

É impossível tocar o firmamento,
Apagar as estrelas.
Apagar o vazio...

É impossível ver esperança quando a chuva não pára.
É impossível amar quando o frio corta as palavras.
Silêncios vagarosos, olhares inseguros...
É impossível desejar um corpo de sangue impuro.

É impossível olhar para o alto quando não é alta a vontade de ver. A verdade magoa a visão de uma realidade que sem nos pertencer, será sempre nossa.

(Poema contido na obra Detrás da Sombra)

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Look at me (letra)

Look at me
Look at me deep inside
Look at me

Look at my craving shadow that no one sees
Find it in the rain, trying to be washed away
Look at me, look at me in the night

Find me here
Find me and bring me back
Find me here

Find me in the lonely forest of my dreams
Wake me from death, to live the life I’ve left
Oh, find me here, find me and help me

Or I’ll just go, I’ll fade
Into this shade of black that no painting bears
I’ll leave, incomplete
Not knowing what it means to feel relief
As the freedom bell ceases to ring

Let me breathe
Let me breathe in the air
Let me breathe

Feel the scent of these dead red roses lying here
Touch me with hope again, warm the winter of my head
Let me breathe, don’t let me in despair

Or I’ll just go, I’ll just fade
Into this shade of black that no painting bears
I’ll leave, incomplete
Not knowing what it means to feel relief
As the freedom bell ceases to ring